quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O HUMANO QUE ESQUECE QUE É HUMANO


O ser humano, que na essência é pó,
Acha-se, às vezes, porcelana cara...
É tão triste essa realidade (que até dá dó),
Pois ver, hoje, o contrário é cena rara!

Há quem, que pelo “status quo” se ensoberbeça,
Esquecendo da sua origem, a simplicidade...
Títulos, “rótulos” e fama sobem à cabeça,
Sorve-se como “ópio” a transitória realidade!

Ah! O ser humano esquece que é humano,
Busca, a todo custo, perpetuar o seu “nome”...
Sua “justiça” é como velho pedaço de pano,
Pois soberba e perfídia a sua alma consome!

Na tentativa de negociar o “inegociável”,
Tem o sono roubado na longa noite...
A exacerbada arrogância torna-o “irrecuperável”,
Mesmo tendo a consciência como “açoite”!

Quando cair, tornar-se-á fragmento,
Pelo “orgulho” fatalmente tropeçará...
Como não há resquício de arrependimento,
A “árvore” grande forte queda sofrerá!

Autor: Dário José

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