domingo, 19 de agosto de 2012

A SANTIDADE FALSIFICADA!


Por Gutierres Fernandes Siqueira

O falso santo é uma figura marcante na Igreja Evangélica Brasileira. Vejamos suas características:

Cita o nome do diabo a cada cinco frases. Se cai da escada foi o diabo quem o derrubou. Se pega trânsito foi o diabo quem o provocou para perturbá-lo. Se alguém olha com cara feia para ele... É o diabo agindo na vida do seu oponente. A visão do falso santo é dualista, pois a força do demônio é proporcional a força de Deus.

É vingativo. Despreza o exercício de misericórdia quando de todos exige uma perfeição inexistente em sua própria vida. Deseja o mal do outro com uma "vestimenta espiritual", ou seja, costuma orar para que Deus "cuide" daqueles que o ofenderam.

Acha tudo pecaminoso. O falso santo normalmente é "santo" em demasia. Tudo é pecado. Nada é puro. Comemorar o Natal? É pecado! Usar maquiagem? É pecado! Tomar banho na praia? É pecado! Jogar bola? É pecado... Ora, quando tudo que eu enxergo é podre pode ser que a minha visão esteja suja.  "Para os puros, todas as coisas são puras; mas para os impuros e descrentes, nada é puro. De fato, tanto a mente como a consciência deles estão corrompidas". [Tito 1.15]

O falso santo é malicioso. Este parágrafo tem ligação com o tópico anterior. Ora, se eu vejo pecado em uma praia será que o problema é realmente a água e a areia ou o meu coração cheio de malícia? Será que a condenação do banho marítimo não é uma forma velada de esconder o descontrole sexual que um simples passeio no litoral revelaria? Assim como o ciúme é uma forma de autocontrole para o sujeito inseguro, assim é o legalismo para um sujeito sem controle.

Só fala de assuntos "espirituais". Certa vez um pastor disse que o único jornal que lia era a Bíblia. Bom, é certo que uma leitura cuidadosa das Sagradas Escrituras não deixa ninguém isolado. "Não rogo que os tires do mundo, mas que os protejas do Maligno" [João 17.15], disse Jesus. Somos como estrangeiro em terra estranha, mas não como ET em outro planeta.

Despreza qualquer atividade cultural como um mal a ser combatido. O falso santo precisa entender que a cultura é uma atividade humana. Não é, em si, nem divina e nem diabólica. Assim, a cultura como um produto humano pode refletir a sua natureza pecaminosa (mundanismo) ou expressar a imagem de Deus em sua vida (graça comum). Cabe discernimento. A questão não é abraçar ou rejeitar toda cultura produzida pelo homem, mas filtrá-la segundo os valores do Evangelho.

Um comentário:

Vanessa Stavale disse...

Adorei este post... Com certeza tem muita razão!!! Fique na paz!!!