quinta-feira, 31 de maio de 2012

QUAL O VERDADEIRO SENTIDO DO CRISTIANISMO


É muito comum encontrarmos pessoas afirmando que, são afeiçoadas pela pessoa e obra de Jesus Cristo, mas que, sentem aversão e pavor em relação aos seus seguidores, ou aquilo que conhecem como igreja.
Quero afirmar que, creio integralmente na verdade bíblica que revela a igreja de Cristo como um organismo extraordinário, amoroso, unificado, e relevante na expressão da sua missão de glorificar a Deus através de Cristo Jesus.

Porém, a igreja é formada por homens e mulheres dotados de relatividades e imperfeições, que invariavelmente no curso da história glorificaram a Deus através de sua fé e praticidade de vida, mas que, de contrapartida, infelizmente alguns “cristãos” deixaram impressões equivocadas e estarrecedoras na mente de inúmeras pessoas que ainda não pertencem à família de Deus.

De modo que, é interessante para o seguidor de Jesus se colocar no lugar de uma pessoa que ainda não pertença a igreja. Por exemplo – O que será que acontece no coração de uma pessoa quando se depara com a seguinte frase em um outdoor: JESUS TE AMA! Será que sua mente volta-se para o significado da cruz e o sacrifício de Jesus, ou inevitavelmente associa esta frase ao último escândalo religioso de algum líder eclesiástico, ou alguma atitude insana de um vizinho codenominado “cristão”?

Infelizmente, durante muito tempo ouvi inúmeras declarações absurdas de cristãos alienados das escrituras e da própria história que na intenção de justificarem as suas idiossincrasias e farisaísmos declaram: “Assim como Jesus não agradou, é normal a igreja não agradar”. Isto é um grande ENGODO!

Primeiro porque, estar com Jesus sempre foi algo extraordinário, tanto que as multidões buscavam de alguma forma estar perto de Jesus – “E seguiram-no grandes multidões..”(Mt. 19.2). Segundo porque, a história da Igreja relata a impressão que a sociedade tinha dos primeiros cristãos: “Os cristãos cumprem todos os seus deveres de cidadãos e suportam todas as suas obrigações. Os cristãos não diferem dos demais homens pela terra, pela língua, ou pelos costumes. Não habitam cidades próprias, não se distinguem por idiomas estranhos, não levam vida extraordinária.

Qualquer terra estranha é pátria para eles; qualquer pátria, terra estranha. Tem a mesa em comum, não o leito. Vivendo na carne, não vivem segundo a carne. Os judeus hostilizam-nos como alienígenas; os gregos os perseguem, mas nenhum de seus inimigos pode dizer a causa de seu ódio”. (Trecho da carta a Diogneto). Ainda em relação a vida dos primeiros cristãos em sociedade, observe o que Atos 2.47, relata: “Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo.

E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar”. Ou seja, o motivo das perseguições e ódio em relação a Jesus e seus discípulos na maioria das vezes sempre estiveram relacionados aos interesses narcisistas da classe política e sacerdotal que por medo de perderem os seus cargos perseguiam qualquer movimento que interpretassem como oposição.

De modo que, conviver com um cristão deveria sempre ser uma experiência agradável, única, libertadora, e que aprofundasse no outro, os significados e percepções em relação vida e a eternidade com Deus.

Podemos ser perseguidos e injustiçados por causa da nossa fé, convicção, pregação e vida piedosa, mas nunca, por práticas desafeiçoadas, que infelizmente se manifestam em alguns pseudocrístãos, o que inevitavelmente faz inúmeros incrédulos pensar que cristianismo é – 1) Preconceito religioso, 2) Legalismo, 3) Confraria de pessoas alienadas e exclusivistas, 4) Comprimento de costumes e regras, 5) Ajuntamento de pessoas sem nenhuma beleza ou bom gosto existencial, etc.

Diante disto, no mínimo cada discípulo deveria se perguntar – qual é a associação que uma pessoa faz diante de uma declaração do amor divino, com relação aos seguidores de Jesus? O que as pessoas pensam sobre os cristãos contemporâneos? Qual é a impressão que estamos deixando nas pessoas através do nosso culto e maneira de viver?

Estou persuadido de que, em síntese a funcionalidade real do evangelho parte do seguinte pressuposto: antes de declararmos: JESUS TE AMA, cada cristão precisa prioritariamente AMAR, para que se cumpra a oração de Jesus pelos seus discípulos: “Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste”. (João 17.21)

Continua.....

AS PREOCUPAÇÕES DA PREGAÇÃO CONTEMPORÂNEA

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domingo, 13 de maio de 2012

O QUE O APOCALIPSE NÃO É?


Neste segundo trimestre de 2012 estamos estudando, nas escolas dominicais de confissão assembleiana, o último livro da Bíblia: o Apocalipse de João.

Estudar o livro das revelações é uma rica oportunidade para apresentar o que o Apocalipse não é. Infelizmente, a Igreja Evangélica Brasileira está contaminada por uma escatologia de matriz popular e espetacular sem a devida reflexão bíblica e desprovida de uma exegese bem trabalhada.

O que o Apocalipse não é?

1. O Apocalipse não é Cabala. O livro não pode ser interpretado como um manual de códigos misteriosos que precisam de uma intuição apurada para abraçar verdades ocultas. O Apocalipse não é “uma tabela de enigmas matemáticos ou um almanaque astrológico divinamente inspirado”. A simbologia do Apocalipse não é de fácil interpretação, mas como lembrava o teólogo F. F. Bruce: “mesmo que em alguns aspectos tenhamos perdido totalmente a chave para a compreensão do texto, as linhas gerais da mensagem são suficientemente claras”. A dificuldade em analisar símbolos, imagens e figuras não justifica nenhuma interpretação exótica e rica em criatividade ficcional. 

2. O Apocalipse não é numerologia. As análises dos números no Apocalipse certamente são parte importante da interpretação dos símbolos e figuras. Mas é certamente temoroso qualquer espiritualização dos números classificando-os como divinos. A tendência supersticiosa é forte na numerologia.

3. O Apocalipse não é um livro aterrorizante. A revelação bíblica não é baixa literatura de terror. Quantos dizem ter medo de ler o último livro da Bíblia? Já ouvi de uma professora de literatura a confissão desse temor. Quem assim pensa esquece que o Apocalipse foi escrito para o conforto dos cristãos que eram duramente perseguidos pelos governadores tiranos de Roma.

4. O Apocalipse é profético, mas não frenético e detalhista. Há quem veja a União Soviética (que nem existe mais), a União Europeia, o papa João Paulo II (que já morreu), a queda das Torres Gêmeas, a China (seria o dragão?) e outros fatos históricos, geopolíticos e religiosos nas páginas do Apocalipse. É quem quer ler o jornal do dia nas profecias de João. É o desejo estranho ao cristianismo de adivinhar detalhes do futuro. Infelizmente, para muitos evangélicos o Apocalipse é uma espécie de Nostradamus.

5. O Apocalipse tem Cristo como tema principal. Como Sagradas Escrituras o livro não poderia de deixar a ênfase na supremacia de Cristo. O foco do livro não são tribulações, mas sim a pessoa de Jesus Cristo.