segunda-feira, 26 de março de 2012

TODA DISCUSSÃO TEOLÓGICA É DO DIABO?

Por Augustus Nicodemus Lopes

De vez em quando leio comentários de cristãos nas mídias sociais dizendo, “eu sou mais a Bíblia, eu só quero Jesus, esse negócio de discussão doutrinária só divide a igreja, é coisa de homem e do diabo”.
É claro que eles estão certos se a discussão doutrinária for movida por interesse mercenários e pela luta pelo poder. Todavia, este tipo de juízo generalizado revela uma falsa piedade enorme e uma ignorância ainda maior.
Se hoje estes queridos têm a Bíblia no Brasil para ler em português e conhecem o Jesus que ela ensina é por que:
- A Igreja reconheceu os 66 livros somente depois de muita polêmica contra Marcião e Montano no séc. II a III; sem isto, nem Bíblia teríamos ou então, uma mutilada;
- Os Reformadores quebraram o pau na Idade Média para dizer que a Bíblia é a revelação final de Deus e com isto conseguir que ela voltasse para as mãos do povo; sem isto, estaríamos escutando missa em latim até hoje e sem uma Bíblia em nossa língua para conferir;
- Comitês de tradução brigam e disputam teologia para saber qual a melhor tradução do grego e hebraico para o português; imagino que estes irmãos “piedosos” não lêem nem grego e nem hebraico e que dependem do português para ler a Bíblia;
- Teólogos e mestres crentes lutaram e brigaram contra os liberais para que as igrejas ficassem com o Evangelho puro acerca de Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Sem estas disputas teológicas, estaríamos reverenciando um Jesus diferente daquela da Bíblia.
Portanto, acho que estes irmãos estão simplesmente cuspindo no prato em que comem todo dia, ao condenar as disputas teológicas ao mesmo tempo que lêem sua Bíblia em português.

Vi no Pulpito Cristão

quinta-feira, 15 de março de 2012

ARQUEÓLOGOS FAZEM DESCOBERTA DE ARTEFATOS QUE CONTÉM REFERÊNCIA DIRETA À RESSURREIÇÃO

Pesquisadores descobriram, em um túmulo localizado em Jerusalém, a mais antiga referência arqueológica à ressurreição de Jesus já registrada. A descoberta foi anunciada em Nova Iorque na última terça feira pela equipe do professor James Tabor, diretor do departamento de estudos religiosos da Universidade da Carolina do Norte.

O trabalho que levou os pesquisadores a essa conclusão foi feito em um túmulo descoberto em 1981 durante as obras de construção de um prédio no bairro de Talpiot, situado a menos de 4 km da Cidade Antiga de Jerusalém.

“Até agora me parecia impossível que tivessem aparecido túmulos desse tempo com provas confiáveis da ressurreição de Jesus ou com imagens do profeta Jonas, mas essas evidências são claras”, disse Tabor, ao explicar que as câmeras de alta tecnologia utilizadas pra explorar o túmulo encontraram uma inscrição grega que faz referência à ressurreição de Jesus e a imagem de um grande peixe com uma figura humana na boca, que seria uma representação que evoca a passagem bíblica do profeta Jonas.

Essa não é a primeira vez que arqueólogos estudam a tumba, mas dificuldades anteriores impediam de se fazer mais imagens e uma exploração mais detalhada do local. Uma das dificuldades encontradas pelos pesquisadores foi o fato de que os ortodoxos condenam a escavação de túmulos judaicos, o que fez com que as autoridades políticas selassem a tumba. Até então só haviam sido feitas algumas fotos do local e poucos objetos foram retirados das tumbas, entre eles o ossário de uma criança, que compõe a coleção do Estado de Israel.

De acordo com o Correio Braziliense a idade exata dos túmulos não foi definida com testes de carbono 14, mas pode-se afirmar que os mesmos são do século primeiro devido à estética funerária, típica dos anos 20 a 70. De acordo com os pesquisadores, depois desse período, com a destruição da cidade sagrada pelos romanos, os judeus deixaram de usar caixas de pedra nos funerais.

As descobertas atuais foram feitas graças a uma autorização que James Tabor e Rami Arav, professor de arqueologia na Universidade de Nebraska, conseguiram da Autoridade de Antiguidades de Israel para estudar novamente a tumba. Os estudos foram feitos entre 2009 e 2010 utilizando câmeras de alta tecnologia manipuladas por um braço robótico. O equipamento especial foi patrocinado pelo canal de televisão Discovery Channel, que vai exibir um documentário sobre as descobertas ainda neste ano.

Uma das inscrições encontradas diz, em grego antigo, “Divino Jeová, me levante, me levante” ou “Divino Jeová, me levante até o Lugar Sagrado”. Tabor explicou que “essa inscrição tem algo a ver com a ressurreição dos mortos ou é uma expressão da fé na ressurreição de Jesus”. Em um estudo publicado no site de arqueologia bíblica Bibleinterp.com o professor afirmou ainda: “Se alguém tivesse dito que encontrou uma declaração sobre a ressurreição em uma tumba judaica desse período, eu diria que era impossível”. Ele afirma que as inscrições provavelmente foram feitas “por alguns dos primeiros seguidores de Jesus”.

“Nossa equipe se aproximou do túmulo com certa incredulidade, mas os indícios que encontramos são tão evidentes que nos obrigaram a revisar todas as nossas presunções anteriores”, afirmou Tabor, que ara divulgar as descobertas publicou um livro intitulado The Jesus Discovery, contendo todas as conclusões de sua pesquisa.

James Tabor concluir reconhecendo que suas conclusões são “controversas” e que vão causar certo repúdio entre os “fundamentalistas religiosos”. Segundo o professor, outra reação será a dos acadêmicos, que seguirão duvidando das evidências arqueológicas da cristandade.

ESTUDIOSO AFIRMA QUE JESUS FOI CRUCIFICADO SENTADO, NU E SEM COROA DE ESPINHOS

A crucificação era uma pena comum, aplicada pelos romanos nos tempos bíblicos. E a mais famosa e discutida de todas é, sem dúvida, a que levou à morte de Jesus. Até hoje muitos arqueólogos e historiadores estudam em busca de uma resposta exata de como teria sido exatamente a crucificação de Jesus.

A imagem mais comum do sacrifício vicário, popularizada por quadros e esculturas da idade média, é a de Jesus pregado à cruz pelas palmas das mãos e peitos dos pés, usando pouca roupa e uma coroa de espinhos. Mas Rodrigo Pereira da Silva, especialista em arqueologia pela Universidade Hebraica de Jerusalém, afirma que essa imagem apresenta conflitos históricos.

O arqueólogo, que também é professor do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), diz acreditar “na hipótese de que Jesus tenha sido crucificado sentado, apoiado em uma madeira que existia na cruz abaixo de seu quadril, com as pernas dobradas para a direita, nu e sem a coroa de espinhos”.

A verdadeira posição em que Jesus foi crucificado tem sido cada vez mais questionada, por conta de obras escritas por especialistas em religião do Oriente Médio, que popularizaram uma questão já discutida há muito no meio acadêmico. Silva afirma que suas conclusões sobre o assunto são baseadas, principalmente, em pistas deixadas por textos bíblicos e na literatura romana.

Shimon Gibson, arqueólogo da Universidade da Carolina do Norte e autor de “Os últimos Dias de Jesus – a Evidência Arqueológica” defende a ideia de que “para prolongar a agonia e o momento da morte, os romanos posicionavam a vítima em uma espécie de assento de madeira, ou suporte de forquilha, na metade inferior da cruz”. O objetivo disso seria permitir que a vítima respirasse fazendo sua agonia de morte durar mais tempo.

O professor de estudos bíblicos da Universidade DePaul, John Dominic Crossan, explica que dessa forma “a pessoa morre mais lentamente por asfixia dolorosa, porque os músculos do diafragma vão parando de funcionar até que ela deixe de respirar”.

Essa ideia também é defendida pelo historiador espanhol Joaquín Gonzalez Echegaray, do Instituto Bíblico e Arqueológico de Jerusalém, em sua obra “Arqueología y Evangelios”. De acordo com o Jornal do Paraná Echegaray, descreve o assento como um tipo de “conforto”, que tinha um objetivo cruel.

Uma resposta científica exata para o caso dificilmente será obtida. Para André Chevitarese, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o Novo Testamento se preocupa mais com a prisão que com a crucificação. “O que ocorreu no meio e depois são relatos teológicos que passam pelo exercício da fé”, afirma o estudioso que diz ainda que “se Ele morreu pregado ou amarrado, estendido ou sentado são detalhes para aumentar ou diminuir a dramaticidade”.

quinta-feira, 8 de março de 2012

ESTEREÓTIPOS: GEORGE LUCAS, O JOVEM CRENTE-JEDI

George Lucas

George não é um crente comum. George possui dons... mais que isso... George possui poderes. Variedade de dons.

"Os crentes de hoje perderem o domínio que Deus deu para o homem. Nós podemos voar, podemos nos magnetizar, ser teletransportados e podemos apenas com a mente fazer o sol parar igualzinho a Josué." Afirma o rapaz que diz ter recebido a unção da lagartixa, que permite que ele fique colado nas paredes. Além da unção da águia: Fiz um vôo de cinco metros enquanto orava no monte. Garante ele. Foi uma pena eu estar sozinho. Completa o jovem crente-jedi.

Quando perguntado sobre o que seus pastores pensam a respeito desses "dons", George explica:

Sou cristão interdenominacional. Meu pastor é Deus.

Alguma coisa está errada, você não acha?


Ví no Púlpito Cristão



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ESDRAS, O ESCRIBA-SACERDOTE DE DEUS

Sacerdote arônico, descendente de Eleazar e de Finéias, erudito, copista destro e instrutor da Lei, versado tanto no hebraico como no aramaico. Esdras tinha genuíno zelo pela adoração pura e “tinha preparado seu coração para consultar a lei de Deus e para praticá-la, e para ensinar regulamento e justiça em Israel”. (Ed 7.1-6, 10) Além de escrever o livro que leva seu nome, Esdras parece ter escrito os dois livros das Crônicas, e a tradição judaica atribui-lhe ter iniciado a compilação e a catalogação dos livros das Escrituras Hebraicas. Além disso, Esdras era notável pesquisador, citando cerca de 20 fontes de informações nos dois livros das Crônicas. Visto que muitos dos judeus se achavam bem espalhados nos dias de Esdras, era necessário fazer muitas cópias das Escrituras Hebraicas, e é provável que Esdras tenha sido pioneiro nesta obra. Não se fornecem na Bíblia pormenores sobre a parte inicial da vida de Esdras. Ele vivia em Babilônia.

Era duma família de sumos sacerdotes, mas não do ramo específico que ocupava o sumo sacerdócio logo após o retorno do exílio, em 537 aC. O último dos antepassados de Esdras a ocupar este cargo foi Seraías, sumo sacerdote nos dias do Rei Zedequias, de Judá. Este Seraías havia sido morto por Nabucodonosor por ocasião da captura de Jerusalém em 607 aC. (Ed 7.1, 6; 2Rs 25.18, 21) Em Babilônia, os judeus retiveram o respeito pelo sacerdócio, e, portanto, as famílias sacerdotais mantiveram sua identidade. Outrossim, a organização comunitária judaica, tendo anciãos por cabeças, continuava a funcionar. (Ez 20.1) A família de Esdras, bem como ele próprio, provavelmente estavam interessados em que Esdras fosse preparado com um conhecimento da lei de Deus. Concordemente, foi bem instruído.

Se for verdade, conforme alguns peritos acreditam, que um homem só podia tornar-se escriba aos 30 anos de idade, Esdras talvez tivesse mais de 30 anos em 468 aC, quando foi a Jerusalém. Sem dúvida, viveu durante o governo de Assuero, no tempo de Mordecai e Ester, na época em que saiu o decreto de exterminar os judeus em todo o Império Persa. Havia muitos judeus morando em Babilônia, de modo que esta crise nacional deve ter causado um impacto indelével em Esdras, fortalecendo-lhe a fé no cuidado de Deus pelo seu povo e na libertação deste por Ele, e isto lhe serviu de treinamento, amadurecendo-lhe o critério e a competência para realizar a tremenda tarefa que mais tarde lhe foi dada. Et 1.1; 3.7, 12, 13; 8.9; 9.1.

Ida a Jerusalém. Foi em 468 aC, 69 anos depois do retorno do restante fiel dos judeus de Babilônia sob a liderança de Zorobabel, que o rei persa Artaxerxes Longímano concedeu a Esdras “tudo o que solicitou” com respeito à ida a Jerusalém e à promoção da adoração pura ali. De acordo com a carta oficial do rei, os israelitas que de livre vontade desejassem acompanhar Esdras a Jerusalém deviam fazer isso. Ed 7.1, 6, 12, 13.

Mesmo nos dias de Esdras, por que precisavam os judeus que deixaram Babilônia ter forte fé?

Muitos dos judeus tinham ficado prósperos em Babilônia, e as perspectivas oferecidas em Jerusalém não eram atraentes do ponto de vista material. Jerusalém era pouco povoada. O bom começo dado pelos judeus sob Zorobabel parece ter-se deteriorado.

Um comentador, Dean Stanley, diz: “A própria Jerusalém estava esparsamente habitada e parecia ter interrompido a carreira que, sob os primeiros colonos, se abrira diante dela. . . . O certo é que, em resultado, quer da fraqueza original da crescente colonização, quer de novas incursões de tribos circunvizinhas, sobre que não temos nenhuma informação específica, as muralhas de Jerusalém ainda não estavam acabadas; havia enormes brechas nelas nos pontos em que os portões tinham sido queimados e não reparados; as encostas dos seus morros rochosos estavam atravancadas com as suas ruínas; o Templo, embora completo, ainda tinha escassa mobília e seus ornamentos eram inadequados.”

(Ezra and Nehemiah: Their Lives and Times [Esdras e Neemias: Sua Vida e Seu Tempo], de George Rawlinson, Londres, 1890, pp. 21, 22) Portanto, voltar a Jerusalém significava perda de posição, rompimento de vínculos, renúncia a um modo de vida mais ou menos confortável, e a estruturação duma nova vida numa terra distante, sob circunstâncias provadoras, difíceis e possivelmente perigosas, sem se mencionar a viagem longa e perigosa, visto que poderiam encontrar muitas tribos árabes hostis e outros inimigos.

Exigia zelo pela adoração verdadeira, fé em Deus e coragem para fazer a mudança. Acharam-se apenas uns 1.500 homens com suas respectivas famílias dispostos e em condições de ir, talvez umas 6.000 pessoas ao todo. A tarefa de Esdras, como seu líder, era difícil. Mas, o anterior proceder de Esdras na vida o havia preparado para isso, e ele se fortalecia conforme a mão de Deus estava sobre ele. Ed 7.10, 28; 8.1-14.

Deus proveu a ajuda material muito necessitada, porque a situação financeira em Jerusalém não era boa e os bens dos que viajavam com Esdras eram limitados.

O Rei Artaxerxes e seus sete conselheiros foram induzidos a fazer uma contribuição voluntária, a ser usada para comprar animais sacrificiais, bem como suas ofertas de cereais e de bebida. Além disso, autorizou-se a Esdras receber contribuições para este fim no distrito jurisdicional de Babilônia. Caso sobrassem fundos, Esdras e os que o acompanhavam poderiam decidir como melhor usá-los. Os vasos para o serviço no templo deviam ser entregues integralmente em Jerusalém. Se fosse necessário, podiam-se obter fundos adicionais da tesouraria do rei.

Os tesoureiros de além do Rio foram informados de que Esdras podia solicitar deles prata, trigo, vinho e azeite até certa quantidade, e sal sem limite, e que sua solicitação devia ser atendida prontamente. Outrossim, os sacerdotes e os trabalhadores no templo estavam isentos de tributação. Além disso, Esdras foi autorizado a designar magistrados e juízes, e devia-se executar o julgamento em todo aquele que não obedecesse à lei de Deus e à lei do rei, “quer para a morte, quer para o desterro, quer para uma multa de dinheiro, quer para o encarceramento”. Ed 7.11-26.

Reconhecendo a direção de Deus nisso, Esdras imediatamente passou a agir segundo a sua comissão. Reuniu os israelitas nas margens do rio Aava, onde fez por três dias uma inspeção do povo. Verificou ali que, embora houvesse alguns sacerdotes nas suas fileiras, nenhum dos levitas não-sacerdotais se oferecera, e eles eram muito necessários para o serviço no templo. Esdras demonstrou ali ter qualificações de líder. Sem se deixar abalar por esta situação, enviou imediatamente uma embaixada formal aos judeus em Casifia. Estes reagiram bem, fornecendo 38 levitas e 220 netineus. Estes, com sua família, sem dúvida, aumentaram a comitiva de Esdras para mais de 7.000 pessoas. Ed 7.27, 28; 8.15-20.

Esdras proclamou então um jejum, a fim de procurar saber de Deus o caminho certo. Embora a sua caravana levasse consigo muitas riquezas, Esdras não queria lançar nenhuma sombra sobre o nome de Deus por solicitar uma escolta, depois de ter expressado ao rei sua plena fé na proteção de Deus para seus servos. Depois de uma solicitação a Deus, convocou 12 dentre os chefes dos sacerdotes, pesando-lhes cuidadosamente a contribuição, a qual, segundo valores atuais, evidentemente era de mais de US$43.000.000, e confiou-a aos cuidados deles. Ed 8.21-30.

A mão de Deus, de fato, mostrou estar com Esdras e os com ele, protegendo-os contra “o inimigo no caminho”, de modo que chegaram a salvo a Jerusalém. (Ed 8.22) Ele não teve nenhuma dificuldade de obter o reconhecimento dos sacerdotes e dos levitas que serviam no templo, aos quais entregou os objetos de valor que trouxera. Ed 8.31-34.

Exorta Israel a Despedir Esposas Estrangeiras. Depois de oferecer sacrifícios no templo, Esdras soube dos príncipes que muitos do povo, dos sacerdotes e dos levitas que viviam naquela terra haviam tomado esposas estrangeiras. Assim que ouviu isso, Esdras rasgou a sua veste e sua túnica sem mangas, arrancando alguns cabelos da sua cabeça e da sua barba, e ficou sentado aturdido até a oferta de cereais da noitinha. Então, dobrando os joelhos e estendendo as palmas das mãos a Deus, ele, na presença dos israelitas reunidos, fez confissão pública dos pecados do povo, começando com os dias dos seus antepassados. Ed 8.35; 10.1.

Depois, Secanias, falando em nome do povo, recomendou que concluíssem um pacto com Deus, de despedir as esposas estrangeiras e os filhos que lhes nasceram, e depois ele disse a Esdras: “Levanta-te, porque o assunto cabe a ti, e nós estamos contigo. Sê forte e age.” Concordemente, Esdras fez o povo jurar, e enviou-se mensagem a todos os anteriores exilados a virem a Jerusalém dentro de três dias, para corrigir este mal. Nesta ocasião, Esdras exortou os reunidos a fazer uma confissão a Deus e a separar-se das esposas estrangeiras. Todavia, por causa do grande número de pessoas envolvidas nesta transgressão, não era possível cuidar disso imediatamente, mas, aos poucos, num período de uns três meses, eliminou-se a impureza. Ed 10.2-17.

Com Neemias. Não há certeza se Esdras permaneceu em Jerusalém ou se retornou a Babilônia. Mas a má situação em que a cidade caiu, junto com a corrupção que infectara o sacerdócio, parecem indicar que ele estava ausente. Talvez fosse convocado por Neemias para retornar após a reconstrução das muralhas de Jerusalém. De qualquer modo, verificamos que ele aparece novamente em cena, mostrando-se que ele leu a Lei para o povo congregado e o instruiu. No segundo dia daquela assembléia, os cabeças do povo realizaram uma reunião especial com Esdras para obter compreensão da Lei. Realizou-se a Festividade das Barracas com regozijo. Depois da celebração por oito dias, designou-se o dia 24 de tisri como dia de abstinência e de confissão dos pecados, com oração. Sob a forte liderança e direção de Esdras e de Neemias, fez-se “um arranjo fidedigno”, esta vez não oralmente, mas por escrito, atestado com o selo dos príncipes, dos levitas e dos sacerdotes. Ne 8.1-9, 13-18; cap. 9.

Escritos. Os livros bíblicos das Crônicas, bem como o livro que leva o nome de Esdras, evidenciam que Esdras era pesquisador infatigável, tendo discernimento para cotejar as diversas versões das cópias da Lei então existentes. Demonstrou zelo incomum em pesquisar documentos oficiais da sua nação, e evidentemente deve-se aos seus esforços que hoje temos o registro exato fornecido pelas Crônicas. Temos de lembrar, porém, que ele tinha o espírito de inspiração de Deus e que Deus o guiava, visando a preservação de grande parte da história de Israel para o nosso benefício. O zelo de Esdras pela justiça, sua confiança em Deus, com oração, sua fidelidade em ensinar a lei de Deus a Israel e sua diligência em promover a adoração verdadeira fazem dele, como um dos da “tão grande nuvem de testemunhas”, um excelente exemplo, digno de ser imitado. He 12.1.

TEÓLOGOS SEM DEUS?

“Os doutores da lei não me conheceram” – Jeremias 2.8 (Almeida Século 21)

Triste declaração da parte do Senhor: “Os doutores da lei não me conheceram”. Havia em Jerusalém um grupo de teólogos que desconhecia a Deus e que empurrou Judá para a destruição. Esta é uma das maiores desgraças que pode acontecer também à igreja: homens que não conhecem a Deus liderando-a, e formando opinião de outros líderes. É a ruína da igreja. Teólogos sem Deus! Infelizmente os há! Conhecem algumas coisas sobre Deus, mas não conhecem a Deus.

O verbo traduzido por “conheceram” é declinação do hebraico yadha, cujo significado não é o conhecimento cognitivo ou informativo, mas experiencial e relacional. É o verbo usado para descrever a conjunção carnal entre marido e mulher. Como nas antigas traduções “E Adão conheceu a sua mulher”. Este é o maior tipo de conhecimento que se pode ter de uma pessoa, na cultura bíblica, a ponto dos dois serem uma só carne. Conhecem-se a ponto de se identificar e de fundir numa só pessoa.

O conhecimento de Deus não pode ser livresco, mas sempre vivencial. Os teólogos dos dias de Jeremias não tinham experiência com Deus. Estudavam a lei, possuíam informações sobre Deus, mas não o conheciam pessoalmente.

Eles aparecem neste versículo com mais três grupos de homens: sacerdotes, governantes e profetas. Estes quatro grupos aparecem no livro como inimigos de Jeremias, que mesmo desprezado por eles era o verdadeiro teólogo. Zombavam dele. Obstaculavam seu ministério. Iludiam o povo. Conduziram a nação à destruição.

Há hoje doutores da lei que não conhecem a Deus. Têm informações sobre ele. Fazem jogos de palavras, brincam com conceitos, expõem e alinhavam bem seus argumentos. Mas não têm conhecimento experiencial de Deus. Zombam dos profetas fiéis e os ridicularizam, chamando-os de “fundamentalistas” ou “despreparados”, e na sua empáfia julgam-se os categorizados para conduzir o povo de Deus.

Sempre lembro que a primeira vez que alguém falou de Deus na terceira pessoa do singular, chamando-o de “ele”, foi a serpente, no Éden. O resultado da exegese desta primeira teóloga que se referiu a Deus como “ele” não foi muito benéfico. O verdadeiro teólogo fala de Deus na primeira pessoa do singular. Conhece a Deus e o chama de “Tu”.

Teologia não é apenas um discurso sobre Deus, mas deve ser um discurso temente a Deus, com Deus, diante de Deus, em respeito a Deus. Não pode haver teologia sem espiritualidade, até mesmo porque é o Espírito Santo quem nos revela os ensinos de Cristo (Jo 14.26) e é ele o autor último das Escrituras (2Pe 1.21). Um bom aprendizado teológico começa com um coração rendido a Cristo, orientado pelo Espírito Santo, e que se abebera nas Escrituras.

Há teólogos como os do tempo de Jeremias. Têm o domínio da mídia teológica e mais aparência. Têm mais visibilidade e são considerados como pessoas mais agradáveis por muitas pessoas. Não é se admirar porque uma das características dos teólogos sem Deus é falar o que pecador impenitente quer ouvir, e não o que deve ouvir da parte de Deus.

Se você quer ser um bom teólogo, conheça ao Senhor. Conheça-o mais que a pensadores seculares. Reja-se pela Palavra dele e não pela palavra deles. Não seja um teólogo sem Deus. Um coração rendido a Deus e orientado pelo Espírito pode descobrir as verdades espirituais. E fuja da pessoa enfatuada, que sabe muito, mas que não mostra conhecer ao Senhor.

Teólogos sem Deus atrapalham a obra de Deus. A ele darão contas.

O QUE CRISTO PENSAVA SOBRE A BÍBLIA

O cristianismo é Cristo. Ele fica de pé ou cai de acordo com a Sua verdade. Se o que Jesus disse sobre a Bíblia não for verdadei­ro, então Ele e o cristianismo não são verdadeiros.

Vejamos essa idéia sob um outro aspecto. Supõe-se que os cristãos sejam seguidores de Cristo. Cristo disse algumas coisas muito importantes sobre a Bíblia. Assim sendo, todo aquele que se diz seguidor de Cristo deve aceitar o que Ele declarou sobre a Bíblia.

Bem no início do seu ministério, quando foi tentado pelo diabo, o Senhor afirmou sua fé na autoridade e confiabilidade da Bíblia. De fato, pelo que Ele disse naquela ocasião, julgaríamos que estivesse respondendo a todos os críticos e opositores contem­porâneos da Bíblia em nossos dias.

Por críticos contemporâneos me refiro àqueles que dizem que Paulo não escreveu 1 e 2 Timóteo e Tito, ou que Pedro não escre­veu 2 Pedro, ou que Isaías foi escrito por três pessoas, ou que Daniel não foi escrito pelo profeta Daniel no século VI a.C., mas por alguém que viveu no século II a.C, escrevendo na verdade a história como se fosse uma profecia. Os críticos contemporâneos também incluem pessoas que negam que Adão e Eva viveram realmente num certo lugar desta terra, numa certa época, e que fizeram certas coisas; ou indivíduos que afirmam que os aconteci­mentos considerados como milagres podem ser explicados natural­mente; ou aqueles que negam que as palavras da Bíblia são inspiradas.

Cristo pareceu prever todos esses ataques quando disse: "Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus" (Mt 4.4). Observe os seguintes pontos do conceito de inspiração de Jesus:

As Declarações Bíblicas tem Autoridade

Cristo apelou para a Escritura como tendo autoridade. Ele disse: "Está escrito". Isto contraria o conceito barthiano ou neo-ortodoxo de inspiração. Ele não disse: "Ela testemunha", ou "ela indica", mas sim: "Está escrito". Em outras palavras, as declarações são em si e por si mesmas confiáveis, não por apontarem para uma Palavra superior, mas como estão, em sua forma escrita. Você pode confiar nas declarações como sendo declarações.

Os críticos de hoje dizem que a Bíblia contém apenas revelação pessoal e não proposicional. Isto é, embora a Bíblia revele realmente Deus e Cristo, ela o faz de um modo pessoal e não por meio de declarações. Podemos assim confiar na mensagem geral da Bíblia, mas não nas palavras específicas. Cristo disse que o que está escrito é digno de confiança e contém autoridade.

As Declarações da Bíblia têm Autoridade em suas próprias Palavras

Não apenas isso, mas Jesus cria também que as próprias palavras da Escritura tinham autoridade. Isto contraria a opinião daqueles que afirmam que só os conceitos da Bíblia são inspirados, mas não as palavras. Ele não disse que o homem viverá só pelo conceito, mas por toda palavra. "Toda palavra", disse Cristo, é importante e possui autoridade.

Note como o Senhor pôs isto em prática. Em certa ocasião, Ele foi confrontado pelos saduceus, que apresentaram um exemplo teórico de uma mulher que se casou com sete irmãos, um após outro, à medida que cada um deles morria (o que estava certo conforme a lei judaica). A pergunta deles foi: De quem a mulher seria esposa na ressurreição? O Senhor na verdade declarou que a pergunta era irrelevante, mas aproveitou a ocasião para afirmar a verdade da ressurreição, que os saduceus negavam (Mt 22.23-33).

Ele citou Êxodo 3.6 para dizer-lhes que existe vida após a morte. Essa passagem descreve o incidente em que Deus apareceu a Moisés, na sarça que queimava sem ser destruída. Deus disse ali a Moisés: "Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó". Isso prova, disse o Senhor, que Abraão, Isaque e Jacó ainda viviam quando Deus falou a Moisés, embora tivessem morrido séculos antes. Como pode ser isso? Pelo fato de Deus ter dito "Eu sou" o seu Deus e não "Eu fui" o seu Deus. Deus continuava sendo o Deus daquele povo, quando falou a Moisés, o que seria impossível se Abraão, Isaque e Jacó tivessem deixado de existir quando morreram.

A diferença entre "eu sou" e "eu fui" é naturalmente apenas uma questão de tempo do verbo. Assim sendo, a argumentação de Cristo para os saduceus se apoiou no tempo de um verbo. Cristo evidentemente cria que toda palavra continha autoridade.

Note também que Ele cria na exatidão histórica do relato de Êxodo 3. Ele supunha igualmente que não é possível separar a verdade doutrinária da exatidão histórica. A Bíblia não pode ser exata em questões de doutrina e inexata em questões de história.

Em outra ocasião, o Senhor arriscou sua vida (pois o povo estava pronto para apedrejá-lo por blasfêmia) numa única palavra (Jo 10.31-39, citando o Sl 82.6). Ao fazer uso de um argumento preciso de uma passagem como a do Antigo Testamento, Cristo baseou sua reivindicação de divindade com base numa única palavra (elohim) nesse salmo. Ele não poderia ter feito isso se não cresse na autoridade das próprias palavras da Bíblia. Note que Ele disse que a Escritura não pode falhar (Jo 10.35), significando que ela não pode ser esvaziada de sua autoridade.

As Declarações da Bíblia tem Autoridade em todas as suas Palavras

Jesus cria que toda palavra da Escritura tem autoridade. O homem, disse ele, viverá de toda palavra que vem de Deus, e não de apenas algumas, E comum se afirmar hoje que parte da Bíblia é inspirada, mas nem toda ela Os que se apegam a esse ponto de vista geralmente afirmam que a mensagem da salvação da Bíblia é inspirada, mas nem todas as histórias são históricas, nem todos os milagres são sobrenaturais, e nem todos os detalhes são verdadeiros.

Mas, quem é que escolhe? As partes da Bíblia que uma pessoa seleciona como inspiradas irão formar uma Bíblia diferente daquelas que outra reúne. Quem está com a razão? Mais importante ainda, quem está errado? Talvez alguém diga que uma seção é inspirada e outra pessoa concorde, mas na realidade ela não é inspirada. A sua fé é colocada numa Bíblia organizada subjetivamente, mas não na revelação objetiva e total que Deus nos deu.

Note que Cristo tratou o material histórico do Antigo Testamento como fato verdadeiro. Ele reconheceu que Adão e Eva foram criados por Deus, que eram dois seres viventes e não apenas símbolos da humanidade em geral, e que fizeram certas coisas (Mt 19.3-5; Mc 10.6-8). Ele conferiu eventos ligados ao dilúvio ocorrido na terra nos dias de Noé, dizendo que houve uma arca e que o dilúvio matou todos que não se achavam nela (Mt 24.38-39; Lc 17.26-27). Ele aceitou a verdade da história sobre Jonas e o grande peixe que o engoliu (Mt 12.40). Jesus confirmou o fato de Deus ter destruído a cidade de Sodoma e que Ló e sua mulher existiram realmente (Mt 10.15, 23; Lc 17.28-29). Ele reconheceu a historicidade de Isaías (Mt 12.17; Elias (Mt 17.11-12; Daniel (Mt 24.15); Abel (Mt 23.25); Zacarias (Mt 23.35); Abiatar (Mc 2.26); Davi (Mt 22.45); Moisés e seus escritos (Mt 8.4; Jo 5.46); e Abraão, Isaque e Jacó(Mt 8.1 l;Jo 8.39).

Cristo não aludiu simplesmente a esses acontecimentos, Ele os autenticou como história verídica e confiável.

As Declarações da Bíblia que tem Autoridade em todas as suas Palavras vieram de Deus

Jesus cria que a fonte da Escritura é Deus. Paulo escreveu sobre este mesmo fato, quando declarou que toda Escritura é inspirada por Deus (2 Tm 3.16). Deus é verdadeiro; Deus inspirou as palavras da Bíblia. Portanto, podemos confiar que a Bíblia é verdadeira, e o homem não a corrompeu ao se envolver no processo de escrevê-la (2 Pe 1.21).

As Declarações da Bíblia que vieram de Deus e tem Autoridade em todas as suas Palavras são Relevantes

Em último lugar, Jesus cria que os ensinos da Escritura deveriam ser aplicados à vida diária. A Bíblia não é apenas um livro para ser estudado pelo seu conteúdo, mas para verificar de que forma esse conteúdo se relaciona com a nossa vida. O Senhor escolheu passagens relativamente obscuras para usar contra o diabo (todas eram de Deuteronômio, não sendo geralmente encontradas nos versículos que guardamos de memória!). Lembre-se também do incidente a que me referi em João 10.31-39, onde o Senhor citou Salmo 82.6, versículo bastante comum, a fim de responder aos que estavam para apedrejá-lo.

Se as palavras da Bíblia são relevantes para a vida de hoje (e elas são), vale a pena aprendê-las. A pior parte desse processo é, com freqüência, o primeiro passo, ou seja, abrir a Bíblia e começar a lê-la. Mas o tempo e o esforço dispendidos no aprendizado do que a Bíblia diz valem a pena, pois você não pode viver só de pão, necessitando de toda palavra que procede da boca de Deus.